"A procura do Paraíso"





 
PICO RUIVO
Para efectuar este percurso terá de se deslocar até Santana.
Se não reside perto desta localidade, aproveite para dar um passeio no fim-de-semana, ou estando de férias, vá até ao Norte da Ilha e suba até à Achada do Teixeira, através da estrada que dá acesso à zona de lazer do pico das Pedras. É neste local que inicia o percurso até ao pico mais alto da Madeira com 1862 metros de altitude.  
A Achada do Teixeira é um local de espaço amplo com estacionamento para todo o tipo de veículos e é a localidade onde termina a estrada alcatroada de acesso automóvel desde a cidade de Santana, também conhecida pelo nome de HOMEM EM PÉ devido à existência de uma formação basáltica semelhante neste local.
Terá de ter em atenção que a esta altitude o clima muda de um momento para outro daí haver necessidade em levar vestuário apropriado para percursos na montanha.
Durante a subida até ao Pico Ruivo nos cerca de 3 km de percurso, encontrará abrigos que servem de refúgio aquando das mudanças radicais do tempo, nomeadamente pelas chuvas, vento e nevoeiro.
No passado, quando se falava na ida ao pico Ruivo, encarávamos esta caminhada como uma tarefa quase impossível de realizar. Actualmente e com estas condições, conseguimos ir ao pico mais alto da Madeira nem que seja de chinelos. O piso da vereada está em óptimo estado, não é perigoso nem tem abismos.
Para realizar este trajecto levará aproximadamente duas horas ida e volta, mas o mais importante é o tempo estar claro sem nevoeiro nem chuva, de maneira a que possa apreciar as belas vistas sobre os vales circundantes. Leve consigo a máquina de tirar fotos ou filmar.
Chegando ao topo e se as condições climatéricas ajudarem, a paisagem é magnífica. Avistará a ilha em toda a sua extensão, desde a ponta de São Lourenço, o planalto do Paul da Serra, os ilhéus das desertas, a Ilha do Porto Santo e lá ao fundo o Curral das Freiras entre os vales centrais e a Ribeira dos Socorridos.
Não desespere se o tempo estiver fechado, aguarde, porque de um momento para o outro o nevoeiro desaparece e poderá admirar tudo o que não consegue ver em qualquer outro ponto da ilha.
Na casa de abrigo do pico Ruivo, desde que com marcação antecipada nos serviços do Governo Regional, é possível pernoitar. Levantando-se cedo é notável assistir ao nascer do Sol, no entanto é sempre necessário ter sorte pois por vezes o tempo não ajuda mesmo nos meses de Verão.
O regresso à Achada do Teixeira faz-se pelo mesmo caminho e, sendo a descer efectuará o percurso um pouco mais rápido do que na subida.
  

Desfrute da nossa rica floresta, boa caminhada e até prá semana.


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Vereda do Jardim do Mar


Para efectuar o percurso desta vereda, poderá realizar em subida ou descida desde a freguesia dos Prazeres. Recomendamos assim que começe o percurso desde o Jardim do Mar em subida pelo estado e inclinação do caminho que em alguns troços o torna escorregadio.
Estando no Jardim do Mar no largo central, suba a vereda da Igreja, por entre as casas passando em frente ao Joe’s Bar e logo acima encontrará indicação de caminho para os Prazeres. A vereda inicialmente por entre habitações, terrenos cultivados por bananeiras, encontra um belo moinho antigo movido a água recentemente recuperado que poderá admirar. É sem dúvida uma relíquia que foi preservada e que também serve como primeiro elemento a despertar a curiosidade aos caminhantes.
Recupere aqui energia porque irá iniciar a primeira fase da subida em degraus até acima a um pequeno miradouro, que antecede uma pequena parte mais suave, com  bela vista sobre a pequena localidade.   
Durante o percurso encontrará sempre presente uma imagem em honra a nossa senhora do Rosário em azulejos fixados nas paredes ou nas rochas basálticas circundantes ao caminho.
Logo acima do pequeno miradouro o caminho apresenta uns troços muito húmidos por força dos pequenos riachos de água que torna o piso escorregadio, deverá tomar cuidado ao pisar as pedras por vezes soltas que compõem o trilho durante esta parte mais morosa do trajecto.
Andando encosta acima o trilho já seco apresenta mais areão e terra batida onde falta o basalto, no entanto não é difícil a passagem. A envolvência deste percurso inicialmente abundam os seixeiros e muitas canas vieira, também o feno, ensaião, figueiras do inferno e tabaibeiras marcam a sua presença.
Concluirá a subida em vereda no miradouro á beira da rocha onde avista ao fundo o Jardim do Mar. Continuará o percurso através da ligação à Rua da Carreira pelo Caminho em pedra, seguindo até ao Lombo da Rocha para realizar a descida do hotel dos Prazeres até ao cais do Paul do Mar.   
Recomendamos que termine a caminhada nesta localidade, podendo fazer a ligação do Paúl ao Jardim pelo calhau à beira mar, mas torna-se por vezes perigosa, caem pedras da alta falésia e mesmo o bater da maré é um obstáculo.

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VEREDA DAS VOLTAS

Para efectuar este trajecto, terá de se deslocar até à estrada do Fanal no Paúl da Serra.
Nesta localidade não passam transportes públicos, terá de utilizar automóvel próprio ou combinar boleia para o local.
Para localizar a descida que faz a ligação ao Chão da Ribeira do Seixal, terá que ter atenção em encontrar a mesma. Tenha como ponto de partida o cruzamento da estrada do Paúl para os Estanquinhos.
Colocando a zeros o contador do automóvel e em circulação pela estrada do Fanal, encontrará à sua direita ao fazer 5 km a indicação: caminho das voltas via ao chão da ribeira e seixal.
Esta sinalização existente está fixada a um pequeno tronco de pau Urze a menos de meio metro do chão, mesmo junto à levada da berma da estrada.
Aqui começará o percurso a pé no estreito caminho por entre as urzes e demais vegetação, inicialmente plano cerca de uma centena de metros, logo de seguida encosta abaixo, através de muitas voltas até chegar ao Chão da Ribeira.
Na parte inicial já por entre o arvoredo e se não atestou o cantil da água encontrará uma pequena nascente que poderá utilizar sem receios para beber durante o trajecto.
Sugiro que seja efectuado nas duas formas, ida e volta, assim não precisa de combinar boleia do outro lado do percurso. Poderá efectuar este trajecto mesmo num dia de muito calor, a envolvência deste caminho por entre a densa vegetação com grandes arvores nomeadamente loureiros, vinháticos, folhados, tis e mesmo urzes, tornam-no fresco e agradável como se estivesse numa grande superfície comercial com ar condicionado.
O piso está em bom estado, andamos por cima de muita folhagem de árvores mas esta não oferece qualquer dificuldade na passagem. Nalguns troços do percurso foram necessários construir alguns degraus utilizando pequenos troncos de urze. O caminho não tem abismos nem é perigoso.
Quando atingir sensivelmente metade dos cerca de 6 km de percurso, encontrará uma obstrução no trilho, terá que ter em atenção o desvio que vai efectuar por forma o retomar mais à frente. Sendo esta vereda sempre às voltas por vezes surgem dificuldades em retomar o caminho certo, nomeadamente quando o nevoeiro aparece as dificuldades surgem, diminui a visibilidade e é importante manter-se dentro do trilho.
Já bem perto do final da descida a vereda atravessa um ribeiro é preciso alguma atenção para descobrir o caminho certo, quase em paralelo ao mesmo e terminando logo de seguida um pouco abaixo aos viveiros de produção de trutas.

Desfrute da nossa rica floresta, boa caminhada e até prá semana.

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Caminho do Pesqueiro

Para efectuar este trajecto, terá de se deslocar até à do Ponta do Pargo, mais precisamente ao cruzamento da Estrada Regional com a Rua da Lombadinha e descer pelo caminho em terra batida. O caminho do Pesqueiro não está sinalizado. Ao descer chegando à beira da rocha, à sua esquerda encontrará o “caminho do calhau” como também é conhecido. É um pouco mais estreito que o caminho em que seguia e que continua para a direita até ao Sítio do Salão.
Sendo hoje esta ladeira menos utilizada que no passado, o grau de dificuldade é maior para efectuar o percurso, por existir um atrofiamento da passagem.
O piso do caminho em alguns troços já nem tem pedra, é necessário cuidado para não escorregar sobre o areão e erva, tendo também alguns riachos com água onde se pode afundar os pés. É muito inclinado mas não tem abismos nem é perigoso.
Por entre a vegetação abunda muito feno, tabaibeiras, trevo, canas vieira e diversas ervas daninhas.
Este trajecto na costa, começa a mais de 500 metros de altitude e vai até o nível do mar. Por isso não tenha pressa, vá devagar, para que os músculos e articulações das suas pernas não se ressintam da descida. Terá de efectuar o mesmo percurso no sentido ascendente aí o esforço será maior para o coração, não se assuste são menos de 2 km para subir.
Embora nesta localidade existam outros trilhos com ligação ao calhau nomeadamente a Vereda da Fajã Grande que se situa já bem perto do farol, não aconselhamos a subida por a mesma ter falta de manutenção.   
Terminada a subida retomará o caminho em terá batida, seguindo para a direita até ao sítio do Salão descendo o Caminho do Fio até ao Farol da Ponta do Pargo.
Percorreu uns 5 Km, mas apenas um terço do trajecto com maior dificuldade por ser uma subida íngreme e o restante praticamente sempre a descer.
A paisagem do litoral da ponta mais oeste da ilha é espectacular, a bela costa de altas escarpas com vista soberbas são das mais bonitas da Madeira.

Não se esqueçam, para vossa segurança:
Não caminhe só, leve sempre companhia;
Recolha previamente informação actualizada sobre o percurso;
Utilize roupa e calçado apropriado;
Transporte alguma comida e água de reserva;
Em caso de fortes chuvas ou ventos não faça o percurso ou volte para trás pelo mesmo caminho;
Não corra riscos;
Desfrute dos nossos caminhos antigos que são parte integrante do nosso rico património histórico, e ajudará a preservá-los.
Boa caminhada e até p’rá semana.
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Vereda da Cavaca

Para efectuar este trajecto, terá de se deslocar até o Paúl da Serra e percorrer a Estrada do Fanal, com 8 quilómetros e 400 metros, no sentido Paúl, Porto Moniz, seguindo até o Posto Florestal local e desde aí até ao Fio. Estamos a falar de território do nosso Concelho vizinho e nesta zona não passam transportes públicos. Terá de levar o seu automóvel ou combinar boleia para o local.
Se não conhece o Fanal, aproveite para efectuar uma visita a este lugar maravilhoso.
Vá até à casa do Posto Florestal e contemple a beleza do rico quadro de árvores, algumas já muito antigas, e ficará fascinado com o meio envolvente e a bela paisagem deste sítio.
 O trajecto inicia-se antes de chegar ao posto florestal entrando pelo caminho à direita.
Este caminho que vai até ao miradouro conhecido por Fio, faz a ligação à Vereda da Cavaca, inicialmente em esfalto e depois em terra batida. Está em bom estado. O trajecto é sempre plano e não tem abismos.
É neste local que antigamente as gentes locais transportavam através de dois cabos metálicos os produtos que utilizavam na agricultura, como a feiteira, estacas e varas de urze para latadas e ramagens para proteger as culturas. Este meio de transporte actualmente quase já não é utilizado.
A vereda da Cavaca faz a ligação do Fio ao Seixal, mais precisamente ao sítio do Serrado, que se situa um pouco abaixo do Chão da Ribeira.
No início da vereda caminhará entre urzes pequenas e feiteira e com o avançar da descida irá entrar na sombra das urzes de grande porte, loureiros, folhados e demais árvores que compõem a nossa rica floresta Laurisilva.
Nalguns troços da vereda na ausência de degraus, foi necessário construir os mesmos utilizando madeira em Urze, por serem mais duradouros. 
Continuando a descer e depois de sair do interior da floresta, a vereda é mais acentuada. No entanto não tem abismos nem é perigosa, vá devagar para proteger as articulações e os músculos das suas pernas de maneira a que não fiquem doridos.
Na parte final do percurso a vereda passa por entre poios cultivados com batata, couve, vinha e demais produtos agrícolas. Aqui as populações dedicam-se à agricultura cultivando os seus terrenos.       
A primeira parte do percurso é plana com pouco mais de 1 km e a segunda parte, a mais importante, é sempre a descer com quase 5 km. Efectuará este trajecto em pouco mais de duas horas mas se não tem pressa demore o tempo que quiser.
Caros ouvintes, não se esqueçam, para sua segurança;
Não caminhe só, leve sempre companhia;
Utilize roupa e calçado apropriado;
Transporte alguma comida e água de reserva;
Recolha previamente informação actualizada sobre o percurso;
Informe sempre alguém do trilho que vai fazer e a hora prevista de chegada;
Certifique-se do tempo da caminhada e garanta que a finaliza antes de anoitecer;
Em caso de fortes chuvas e ventos não faça o percurso ou volte para trás pelo mesmo caminho. Não corra riscos.
Desfrute da nossa rica floresta, boa caminhada e até prá semana.
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VEREDA DA ATALAIA

Para efectuar a subida ou descida para o Paúl do Mar, poderá utilizar esta Ladeira, provavelmente a menos conhecida que as outras duas que já lhes falei anteriormente “ Caminho dos Zimbreiros e Lombo da Rocha Prazeres.
O percurso inicia-se no caminho do Aviceiro na freguesia da Fajã da Ovelha.
Estando na estrada regional e descendo umas dezenas de metros na Rua da Raposeira  do Lugarinho, encontrará à sua direita o caminho do Aviceiro, que se cruza com a vereda da Atalaia e faz ligação com a vereda da pedreira na Raposeira do Cerrado.
A vereda da Atalaia é em terra batida, começa por entre terrenos agrícolas, alguns com poios ainda cultivados, outros já abandonados por força da falta de população dedicada à agricultura. Sendo este caminho actualmente menos utilizado que no passado, nasce muita erva, tornando-se escorregadio, no entanto a vereda não é perigosa nem tem abismos.
Tendo já percorrido uma parte do trajecto, atingirá um cabeço de rocha basáltica, daqui a vista é espectacular sobre a freguesia do Paúl do Mar, do lado direito vê os lancetes do caminho dos Zimbreiros e do lado esquerdo vê o miradouro do Pico dos Bodes, Fajã ovelha. Aproveite para tirar umas fotos ou filmar a magnífica paisagem sobre o litoral.
Dando continuidade ao nosso percurso, tendo o trilho nalguns troços areão, este corre debaixo dos pés, é necessário cuidado redobrado para não cair.
Por entre a vegetação abunda o feno, as tabaibeiras, as figueiras do inferno, canas vieira e muitas ervas daninhas como, trevo, ensaião, azevem, amor de burro, cardos e etc.
Nesta parte do trajecto a vereda é ainda mais inclinada, sempre a descer note que iniciamos o percurso a mais de 650 metros de altitude e vamos até o nível do mar.
Continuando vereda abaixo e quando já sente bem perto a brisa maritima, encontrará degraus desenhados no solo em pedra de cantaria que a natureza criou e no passado o homem moldou.  
Terminou o percurso tendo percorrido aproximadamente 3 km, quando atingir a estrada que liga o Paúl à Fajã da Ovelha no sítio do Serrado da Cruz, em linha com o campo de futebol uns cem metros a oeste deste.
Se pretender iniciar o percurso do sentido ascendente a vereda não está sinalizada, mas em conta o lado oeste do campo de futebol encontrará as escadas em betão armado com uma pequena seta indicando a subida.
Na parte final do percurso a vereda ainda está a ser limpa e em manutenção, não se aconselha nesta altura efectuar este trajecto, aguardar mais algum tempo.
Não se esqueçam, para vossa segurança;
Não caminhe só, leve sempre companhia;
Use indumentária e calçado apropriado;
Leve água de reserva;
Desfrute dos nossos caminhos antigos que são parte integrante do nosso rico património histórico, e ajudará a preservá-los certamente. Boa caminhada e até p’rá semana.
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CALDEIRÃO VERDE

Para efectuar este trajecto, não residindo nesta localidade, aproveite para dar um passeio em fim de semana, ou estando de férias. Vá até ao Norte da Ilha, suba até à Casa das Queimadas, na cidade de Santana.   
Sendo este um dos percursos mais visitados, pelo nosso turismo e não só, o trajecto é realizado na esplanada duma levada, inicia-se nas casas das Queimadas e termina no mesmo local.
Percorrerá cerca de 12 km em + - 4 horas, sendo 6 km na ida e 6 na vinda. Se gosta de guardar recordações então não se preocupe com o tempo que demora a realizar o percurso, contemple a paisagem, tire fotos ou filme o que de mais interessante observar desde formações geológicas, plantas, árvores e etc.
Estando um dia de sol ou sem nevoeiro avistará durante o trajecto belas paisagens sobre Santana, São Jorge e nomeadamente a Achada do Marques, freguesia da Ilha, pequeno planalto entre rochas e um vale da Ribeira.
A vereda do percurso está protegida, não é perigosa, por vezes sentimos algum receio dada a altura em que passamos no trilho, cavado na rocha das escarpas.
Durante o percurso encontrará 4 túneis de pequena extensão. O primeiro é curto e tem uma pequena curva, logo antes do segundo um pouco mais cumprido que o anterior encontrará sinalização com indicação Vale da Lapa, não mude de direcção continue em frente pelo túnel. O terceiro túnel é baixo e normalmente está alagado, tenha cuidado ao atravessa-lo. O quarto, o mais pequeno, já bem distante dos anteriores, fica perto do Caldeirão Verde e chegará em aproximadamente 15 minutos.
Tenha atenção o Caldeirão Verde não se vê da Levada fica à esquerda é preciso subir uns cem metros pelo leito do ribeiro até encontrar o local. Por vezes não existe sinalização, sendo a mesma vandalizada.
Ficará deslumbrado com o mesmo, a água cai do alto da escarpa no lago pinta os tons de arco-íris quando o sol espreita por entre a falésia. Não tenha pressa aproveite o local e desfrute da bela paisagem do grandioso Caldeirão e sentir-se-á pequeno no meio envolvente.
Para retomarmos o nosso percurso, agora de volta à casa das queimadas e sabendo que tem o mesmo caminho para percorrer, continue a contemplar a paisagem. O tempo nestes locais muda rapidamente e o que não conseguiu ver na ida, tendo sorte já poderá ver no regresso.   

Desfrute da nossa rica floresta, boa caminhada e até prá semana.

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Percurso 25 Fontes - Risco e Rabaçal

Para efectuar uma caminhada às 25 Fontes, Risco e Rabaçal, poderá realizar de duas formas, sendo estas as mais utilizadas e de fácil acesso:
-Utilizando automóvel, subindo o Caminho do Salão, Calheta, até ao Sítio da Caldeira onde actualmente existe uma zona de lazer com lareiras cobertas e também espaço para estacionamento automóvel.
Ou: Poderá também utilizar a estrada do Paul da Serra até chegar junto do reservatório de água, lugar com bela vista sobre o Rabaçal
Demonstrarei o primeiro percurso com inicio no caminho do Salão. Siga pelo caminho em terra batida em frente à zona de lazer onde tem uma placa identificada e irá encontrar uma pequena casa de abrigo agora desabitada, antes da entrada do túnel que dá acesso ao Rabaçal. Utilizando uma lanterna levará aproximadamente 15 minutos a percorrer o mesmo com cerca de 800 metros de comprimento. Continuando nesta levada no sentido contrário ao da água chegará às 25 fontes distância aproximada de 4,200 metros e levará uns 60 minutos a percorre-la. Tenha cuidado a vereda é estreita e em alguns troços não tem protecção. Chegou às 25 Fontes, é uma lagoa envolvida por rochas e muita vegetação onde vertem águas de diversas nascentes em toda a sua volta tendo uma grande queda de água central. Aproveite e tire umas fotos até os pássaros o aconselham que o faça passando à sua volta.
Para retomarmos o nosso percurso voltamos para trás e depois subimos uma escadaria para a levada do Risco que dista uns 200 metros acima da levada das 25 fontes. O caminho para o risco é plano e de fácil acesso demoramos a percorrer os 900 metros uns 15 minutos. Observamos o poço do Risco desde o pequeno miradouro, a queda de água que cai da lagoa do vento uns cem metros acima precipitar-se lá no fundo mais de cem abaixo do nível onde nos encontramos. Trata-se de uma paisagem deslumbrante a alta queda de água (em Risco) daí o nome atribuído. Neste miradouro poderá tirar umas fotos com uma beleza incrível, e terá de certo muita dificuldade para poder focar todo o trajecto que a água salta uma altura total superior a 200 metros.
Para finalizarmos o percurso voltamos para trás até à casa de abrigo do Rabaçal subindo depois pelo caminho alcatroado até à estrada do Paúl da Serra.
Caso não tenha transporte combinado na estrada do Paul, e estando na casa de abrigo do Rabaçal poderá descer a vereda até encontrar a levada das 25 Fontes e agora no sentido corrente da água efectuar a saída pelo túnel regressando ao ponto de partida.
Efectuando o 2º trajecto através da estrada do Paúl , fará o inverso do anterior.
Para ter uma ideia levará cerca de 3 horas para efectuar este percurso de + - 14 km. No entanto não o faça só com o intuito de fazer quilómetros, aproveite para durante o mesmo tirar fotos ou até mesmo filmar e também poder observar a paisagem, vegetação, plantas, arvores e aves.
Aqui temos algumas recomendações
Não efectue percursos sozinho faça-o sempre acompanhado. Tenha em atenção a hora de iniciar o trajecto e o tempo que é necessário para concluir o mesmo e evitar o fim do dia, pois com a altitude escurece rapidamente. Use calçado apropriado, leve numa mochila uma camisola, um casaco impermeável, alguma comida, um cantil para água e uma lanterna. Não faça ruídos exagerados, fale baixo para não assustar as aves Não apanhe plantas, não corte os ramos das árvores, arbustos, fetos, preserve a natureza. Durante o percurso quando tirar fotos ou filmar (pare) suspenda a marcha, inadvertidamente sem se aperceber pode sair do trilho e a queda pode ser fatal.

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Ladeiras do Paúl do Mar

Para efectuar a subida ou descida para o Paúl poderá iniciar por um dos três caminhos antigos existentes. Hoje dou-vos a conhecer dois deles ficando o outro para outra oportunidade.
Indo até o Lombo da Rocha, freguesia dos Prazeres, a ladeira começa junto ao Hotel Jardim Atlântico. Poucos metros abaixo foi construído um pequeno miradouro, daqui a vista é soberba sobre a freguesia piscatória. Aproveite para tirar umas fotos ou mesmo filmar. Nos 1800 metros de caminho que vai até ao cais no sítio da Quebrada, levará uma hora a percorre-lo, não é preciso pressa, poderia efectuar em metade do tempo, mas também para proteger a articulações e os músculos das suas pernas que podem ficar doridos, vá devagar. Tenha cuidado, sendo um caminho bastante inclinado e sempre a descer degrau a degrau tem alguma erva poderá escorregar, no entanto a vereda não é perigosa, e não tem abismos, note que iniciamos a descida a mais de 500 metros de altitude e vamos até ao nível do mar.
Durante o percurso encontrará de tudo um pouco para apreciar e contemplar. No início da descida ainda se identificam os poios que antigamente eram cultivados agora só encontramos mesmo plantas silvestres, figueiras do inferno, seixeiros etc. Encontrará também formações geológicas notáveis, as quedas de água são um espectáculo. Chegando ao Paúl, indo até o cais e com uma visão mais ampla sobre a imponente arriba que terminou de descer, contemplará parte do trajecto que efectuou.
Dando continuidade ao nosso trajecto percorremos o Paul em toda a sua extensão de Leste para Oeste, desde o sítio da Quebrada até ao sítio da Ribeira das Galinhas. É neste local que iniciamos a caminhada da segunda vereda antiga desta localidade.
A ladeira ou Caminho dos Zimbreiros como é conhecido, tem esta designação por ali naquela encosta predominava uma planta conhecida popularmente por zimbreiro. Este percurso menos cansativo em subida que o anterior do Lombo da Rocha, é efectuado em sucessivos lancetes sendo menos inclinado e começa junto à foz da Ribeira das Galinhas. Subindo encosta acima, depois de muitas voltas e voltinhas, ladeado por diversas plantas silvestres entre elas, tabaibeiras, figueiras do inferno, malfuradas e ervas daninhas, atinge o final do percurso a mais de 400 metros de altitude.
Terá gostado certamente, foi feito com o fim lúdico, mas custou!
No passado estas ladeiras eram percorridas diariamente com cargas às costas, quão difícil foram as vidas dessas gerações!
Não se esqueçam:
Não efectue o percurso sozinho, faça-o acompanhado. Use indumentária e calçado adequado, leve mochila com água e mantimentos.
Desfrute dos nossos caminhos antigos que são parte integrante do nosso rico património histórico. 

Boa caminhada. 

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LAGOA DO VENTO
Para efectuar a visita à Lagoa do Vento terá de se deslocar até à estrada do Paul da Serra, junto ao reservatório de água - Miradouro do Rabaçal.
Este trajecto não está sinalizado.
Vamos iniciar o percurso através da levada Nova do Paul, junto ao caminho que desce para a casa do Rabaçal. A esplanada do curso de água está em bom estado, onde calmamente poderá observar as belas vistas da nossa floresta. Entre as Ribeiras do Alecrim e do Lageado a levada tem um desnível tendo lateralmente uma escadaria de fácil subida, com cerca de 50 degraus.
Levará aproximadamente 1 hora a andar nestes 3 km de levada.
Depois da visita à madre da levada na Ribeira do Lageado, voltando para trás andando uns quinze minutos, +/- 1km, encontrará o trilho à sua direita, descendo por entre a floresta até encontrar a vereda que vem do Rabaçal. Continuando para a direita e com cuidado dado o forte declive e irregularidade da passagem, avistará a “Lagoa Água do Vento”.
Ficará maravilhado com o local. Se o tempo ajudar, o vento e a incidência do sol na água que cai do alto da rocha, formam um véu de água que faz o efeito de arco-íris. É um espectáculo lindo de se ver, aproveite o momento e capte as melhores fotos ou filme este fantástico fenómeno da natureza. Não tenha pressa, retempere forças porque a subida é difícil e exigirá de si um esforço suplementar para dar continuidade nesta parte do trajecto.
A saída da Lagoa do Vento é feita pela mesma vereda e seguirá em frente por entre a floresta. Vá devagar, o piso é irregular e escorregadio, embora com a densa vegetação que a envolve não pareça perigosa. A distância é curta, + ou - 2 km, e levará uns 50 minutos a percorre-la. À saída do urzal encontrará a estrada alcatroada e um pouco acima da casa de abrigo do Rabaçal, concluirá o trajecto subindo os 1.800 metros de caminho até ao mesmo local onde o iniciou.    
Estando bom tempo, sem nevoeiro, aproveite e suba até o posto de vigilância, junto à câmara de carga da Central Hidroeléctrica, e terá uma vista soberba sobre o planalto com vales de um lado, e os Lombos da Calheta do outro. 
Aqui temos algumas recomendações:
Não efectue percursos sozinho faça-o sempre acompanhado. 

Leve consigo o Telemóvel. 

Previna-se com um casaco impermeável. 
Ao visitar locais com altitudes superiores a 1000 metros, chove a qualquer momento, até mesmo no Verão. 

Certifique-se do tempo que demora a caminhada e garanta que a finaliza antes de anoitecer. 

Utilize roupa e calçado adequado. 

Leve numa mochila alguma comida, cantil para água e uma lanterna, pois poderá ser necessário. 

Não abandone lixo, preserve a natureza.
Desfrute da nossa rica floresta, boa caminhada e até prá semana.